domingo, 12 de setembro de 2010

morrer de prazer




Tuas mãos percorrem meu corpo
e o que sinto é um ardor
uma vontade de nunca mais parar
eu diria até uma vontade de morrer
ali, de tanto prazer!
E quanto mais nos amamos,
mais aumenta esta vontade
de te sentir em mim
o prazer explode
assim como a vontade de gritar:
eu amo você
cada vez que terminamos
e nos abraçamos nus
com os corpos ainda quentes.

sábado, 4 de setembro de 2010

A cor da paixão



Em desejo possuída
        se joga,
             se rasga,
   se estraga
          contra os móveis,
  sobre as plantas,
         entremuros,
 se vê fera,
       se faz cadela,
            se morde serpente,
         ferida em seu desvario
no mais escondido recanto do seu bem-querer,
    no seu coração perple o e ávido
       que ela desfibra devagar.


Regina de Fontenelle 

sábado, 28 de agosto de 2010

amor e sexo



O sol entrava pela janela,
um sorriso,
o braço extendeu e cobriu meu corpo,
me puxou ,
abraçou,
senti sua rigidez
penetrando,
o teu peso nas minhas costas,
sempre parece a primeira vez
onde tudo foi novo
nunca sentido
o sexo e o amor
explodindo
no gozo!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

"Empresta-me tuas mãos só por uma noite..."



sem você meu corpo morre
preciso do seu toque
macio
forte
preciso da suas mãos percorrendo meu corpo
preciso de sua respiração no meu pescoço
preciso de sua lingua invadindo minha boca
e você não está aqui...

"Empresta-me tuas mãos só por uma noite..."

sábado, 7 de agosto de 2010

só você



só você
me acende

só você
é tesão

só você
é desejo

meu prazer
é só você

mesmo

só você
sempre

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

assim te recebo

Me tocas,
e o que sinto nunca vou poder descrever.
É um turbilhão de sensações,
ritmos, música e cores.
Entorpecedor,
arrebata e varre tudo dentro de mim.
Gritos, dentes, linguas,
tudo ao mesmo tempo.
Sempre, mais e a qualquer hora,
te recebo.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

tentação


“Acho que devemos fazer coisa proibida – senão sufocamos.
Mas sem sentimento de culpa e sim como aviso de que somos livres.”

Clarice Lispector